Reserva de Emergência
Todo mundo quer – e precisa – ganhar dinheiro, gastar, poupar e investir.
Poucos, porém, sabem da importância de se ter uma reserva de emergência.
Este artigo trata como é de suma importância que tenhamos uma reserva para podermos ter paz e tranquilidade nos momentos de aflição financeira.
Farei uma pequena pausa estratégica na série “Buscando Riquezas” para tratar de um assunto de suma importância.
Na verdade, nem se trata de uma pausa na série, até porque esse artigo faz parte da estratégia da busca pela riqueza, e será de extrema importância em nossa trajetória.
Durante nossa caminhada rumo à busca de uma vida melhor, nem tudo são flores, e a vida nos brinda tanto com coisas boas, quanto com coisas más também.
Coisas boas são por exemplo, uma bonificação extra, um PLR mais gordo, um aumento de salário inesperado entre outros eventos que nos ajudem a aumentar nosso patrimônio e assim, encurtam o caminho rumo à prosperidade.
Porém, nem sempre somos presenteados com coisas boas e positivas.
Aliás, infelizmente parece que as coisas negativas é que são mais frequentes.
Mas talvez isso seja somente nossa percepção, pois como mostrado em um dos primeiros artigos, geralmente nós humanos percebemos mais fortemente os acontecimentos ruins que os bons.
Para prevenir, ou pelo menos tentar minimizar os eventos negativos em nossas vidas financeiras, devemos ter consciência que elas acontecem sim, e geralmente nunca são previstas.
A melhor forma de estarmos preparados para esses eventos, é termos um “colchão de segurança”, tecnicamente conhecido como reserva de emergência.
O que é uma Reserva de Emergência?
É uma reserva financeira que nos dá apoio após um evento ruim acontecer, e que tem a finalidade de não nos deixar passar por dificuldades financeiras em um certo período.
Ou de forma resumida: reserva de emergência é um dinheiro extra guardado para que possamos pagar nossas contas e outras necessidades, caso aconteça algo inesperado.
O montante (valor) dessa reserva deve ser calculado com base nos gastos/despesas totais de um mês, multiplicado pelo número de meses que desejamos ter como segurança.
Essa quantidade de meses é fonte de acalorados debates de especialistas e “curiosos”.
Uns dizem que a reserva deve ser suficiente para seis meses de gastos totais. Outros, dizem doze meses. E outros até, sugerem até mais de um ano do valor das despesas mensais.
Compete a cada pessoa ou família analisar qual seria esse montante e o número de meses que lhe dê segurança em caso de emergência, pois isso pode variar da situação financeira que se encontra e do modelo de remuneração de cada um.
Por exemplo, para assalariados, o ideal seria ter no mínimo seis meses de reserva de emergência, pois no caso da perda do emprego, esse seria o tempo que poderia levar até encontrar um novo emprego, ou pelo menos seria o ideal, o que nem sempre acontece.
Já para quem é autônomo, atuando como consultor, vendedor, representante etc, o ideal seria ampliar esse tempo para doze meses (ou mais), pois para quem depende de uma renda variável como vendas, pode ser um tanto mais difícil encontrar uma nova recolocação e a recomposição dos ganhos aos patamares anteriores.
A reserva de emergência não deve ser providenciada somente para casos de perda de emprego e/ou falta de renda, mas também para qualquer outra necessidade financeira, como por exemplo, um acidente, doenças, deslocamentos inesperados, desastres naturais, enfim, todo e qualquer tipo de evento do qual não é percebido e esperado.
Mas atenção, uma reserva de emergência não é para ser utilizada como forma de cobrir gastos por falta de controle, como viagens não programadas, trocas de aparelhos eletrônicos ou eletrodomésticos, gastos com lazer, ou ainda pior, aumentos nos gastos mensais pela elevação do custo de vida.
Para esses outros gastos “inesperados”, deve-se ter um controle à parte e deduzida do orçamento como controle normal da planilha de gastos.
Explicando melhor: se há, por exemplo, uma intenção de se trocar a geladeira, ou fogão, ou um aparelho celular em determinado período já conhecido, deve-se ir reservando um valor extra para esses gastos futuros.
Dessa forma, não haverá uma surpresa nos gastos, ou a necessidade de recorrer à reserva de emergência.
A não ser, é claro, que a geladeira, o fogão, ou o celular acabem se estragando. Nesse caso, justifica-se recorrer à mesma.
Aqui, neste caso de gastos inesperados, podemos até mesmo considerar como uma outra reserva de emergência, separada da principal, que é a destinada para um acontecimento muito negativo e de grande impacto em nossa vida, como a perda do emprego e acidentes em geral.
Essa outra reserva, como disse, é mais para pequenos gastos inesperados, como os já citados, como uma troca de eletrodomésticos, troca de aparelho celular, pequenos reparos e reformas, etc.
Portanto, deve-se dimensionar a reserva de emergência conforme a situação atual das despesas mensais de cada um.
Mesmo assim, dentro desse limite, há a necessidade de se analisar como está a situação profissional de cada um.
Como montar nossa Reserva de Emergência?
O ideal é que a reserva de emergência já estivesse bem montada e bem guardada, aplicada em um investimento de baixíssimo risco e de muita liquidez, como no Tesouro Direto por exemplo.
Porém, como a maioria não possui reserva alguma, e não pode formá-la de modo mais rápido, podemos montá-la usando nossos recursos atuais.
Quando recebemos nosso salário, uma pequena parte deve ser separada para ser destinada à nossa reserva.
Geralmente, o ideal seria algo em torno de 10% ou mais. Por exemplo, se recebemos R$1.000,00 de salário, então R$100,00 deverão ir para a reserva de emergência, para ir compondo, mês a mês, o valor necessário para cobrir as despesas conforme o período desejado.
Seguindo o exemplo acima, se o assalariado recebe R$1.000,00 de salário, tem um gasto mensal de R$800,00, e pretende ter um fundo de reserva de seis meses de gastos, deverá ter uma reserva de emergência no valor total de R$4.800,00.
Caso seja separado R$100,00 mensais para montar essa reserva de emergência, então será necessário juntar esses cem reais durante 48 meses (ou quatro anos) para essa finalidade.
Por favor, não se assustem com a quantidade de meses (ou anos) para se juntar essa reserva.
Isso não deverá se mostrar como uma tarefa impossível ou desanimadora, até porque eu usei exemplos hipotéticos e até simplistas demais.
Uma das formas de se montar a reserva de emergência de forma mais rápida, é tentar se esforçar um pouco mais para separar a maior quantidade possível da renda.
No exemplo acima, para o mesmo valor de reserva, se separássemos duzentos reais ao invés dos cem reais por mês, conseguiríamos montar essa reserva na metade do tempo, ou seja, em 24 meses, ou 2 anos.
Também vale destacar que, para agilizarmos o processo de montagem dessa reserva, é muito importante utilizarmos de qualquer renda extra que poderá entrar, como o 13º salário, bônus diversos, participações nos lucros e resultados (PLR) e/ou outras rendas ocasionais.
Mas isso é algo que cada um terá que analisar e programar como tarefa, na montagem dessa tão importante ferramenta que nos previne de ficarmos à mercê de acontecimentos inesperados.
Essa reserva, deve estar em algum tipo de aplicação muito líquida e segura.
Aplicação líquida, é aquela em que, no caso de alguma necessidade, pode ser sacado à qualquer momento, para “entrar” na conta imediatamente.
Exemplos de aplicações líquidas são, a caderneta de poupança, CDBs sem carência e alguns títulos do Tesouro Direto.
Essas – e algumas outras – além de líquidas, são também seguras e não há grande risco de perdas.
Ao final do processo de montagem da reserva, não será mais necessário separar um valor para a mesma, já que o valor estará preenchido e servirá somente para eventuais acontecimentos imprevistos, como citado acima.
Inclusive, quando isso acontecer, esse valor que antes era destinado à montagem da reserva, será “liberado” para outros fins, podendo inclusive compor aquela reserva para trocas futuras de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos que citei como exemplo acima, ou mesmo ser destinado a outras questões como adicionar mais lazer, passeios ou viagens.
Espero tê-lo ajudado em lhe dar um ensinamento útil e claro para que as pessoas e famílias não passem por apertos financeiros causados por eventos incontroláveis e inesperados.
Caso necessite de maiores informações, não deixe de me enviar uma mensagem sobre algo de que precise, ou fazer algum comentário, tirar dúvidas ou qualquer outro assunto.
Terei o maior prazer em poder lhe ajudar.
Grande beijo no coração e que tenhamos uma mentalidade positiva e aberta a novos aprendizados e a constante evolução.
Grande abraço fraternal.