Juros Compostos

Você irá descobrir nesse mais novo artigo o poder dos juros compostos e como ele pode te deixar rico (muito rico!).

Avançamos bastante no assunto da construção de riqueza.

Desde o primeiro artigo que deu início à essa série, já passamos pelos primeiros passos que nos levam à riqueza, evoluímos para entender como nossa mente trabalha em relação ao dinheiro e outros assuntos preparatórios.

Vimos também como podemos melhorar e arrumar nossas vidas financeiras, saindo das dívidas, aumentar nossa renda e diminuir nossos gastos para termos condições de sermos poupadores, o que nos leva ao mundo dos investimentos.

Com todas essas informações, conhecimentos, estudos, e principalmente, da aplicação prática do que vimos, acredito que chegamos a um ponto em que podemos nos considerar bons poupadores.

E sendo bons poupadores, podemos agora sim, finalmente entrar no mundo dos investimentos.

Inclusive, já entrei nesse mundo há algumas publicações anteriores, onde mostrei uma das primeiras formas de investir para caminhar rumo a uma vida financeira satisfatória e próspera.

Mostrei como investir no Tesouro Direto pode ser a porta de entrada no mundo dos investimentos, por ser fácil, barato e muito seguro.

Não tenho a intenção de que essa série seja uma sequência exata, com um artigo seguindo o outro de forma cronológica e respeitando exatamente um dado assunto.

Apesar de, sim, ele ter uma certa estrutura sequencial para facilitar a compreensão dos assuntos tratados e dos próximos, mas a minha intenção é sempre o de mostrar o assunto finanças de forma a criar uma narrativa na mente das pessoas que possa ser aprendida e compreendida.

Não entendam essa sequência como se fosse um livro de não-ficção, onde um acontecimento leva à outro, e sem o qual, a compreensão fica comprometida.

O importante é entender o assunto de cada artigo e se aprofundar com outras fontes de pesquisa e estudos, como livros, outros blogs, newsletters, cursos etc.

Dados esse pequeno “disclaimer” quero retomar o assunto de hoje: juros compostos.

Há uma frase atribuída a Albert Einstein onde ele diz: “Os juros compostos são a oitava maravilha do mundo”.

Se é verídica essa atribuição à ele ou não, eu não sei. Já até virou chavão nos meios financeiros e na internet.

Fato é que, sendo de Einstein ou não, é a mais pura verdade.

Vamos entender porque os juros compostos são maravilhosos e tão poderosos.

Como funcionam os juros compostos?

Vamos imaginar que temos uma pequena reserva financeira disponível, no valor de R$1.000,00 (mil reais).

Da mesma forma, vamos imaginar que temos um investimento que nos paga 1% ao mês.

Deixaremos esse valor aplicado por doze meses.

Vamos ver o que acontece:

Ao final do primeiro mês, algo já acontece: teremos R$10,00 de juros somados ao nosso principal de R$1.000,00, totalizando R$1.010,00.

No segundo mês, temos novamente o juro composto trabalhando para nós. Só que desse ponto em diante, é que a mágica dos juros compostos começam a aparecer, pois os juros são calculados em cima do valor total do período anterior, ou seja, será contabilizado juros sobre os R$1.010,00 e não somente sobre os mil reais iniciais.

Fazendo-se os cálculos, tem-se R$10,10 de juros, totalizando R$1.020,10.

No terceiro mês, R$10,20 de juros. Total de R$1.030,30.

E assim sucessivamente.

Ao final de um ano, teremos: R$1.126,83.

Consulte a planilha abaixo para melhor visualização do “trabalho” dos juros compostos.

Valor inicial:

 R$         1.000,00

 

Juros (ao mês)

1%

 

Período (em meses):

12

 
   
 

Juros

Total

Mês 1

 R$               10,00

 R$          1.010,00

Mês 2

 R$               10,10

 R$          1.020,10

Mês 3

 R$               10,20

 R$          1.030,30

Mês 4

 R$               10,30

 R$          1.040,60

Mês 5

 R$               10,41

 R$          1.051,01

Mês 6

 R$               10,51

 R$          1.061,52

Mês 7

 R$               10,62

 R$          1.072,14

Mês 8

 R$               10,72

 R$          1.082,86

Mês 9

 R$               10,83

 R$          1.093,69

Mês 10

 R$               10,94

 R$          1.104,62

Mês 11

 R$               11,05

 R$          1.115,67

Mês 12

 R$               11,16

 R$          1.126,83

 

 R$             126,83

 

Não é uma maravilha?!

Em “apenas” um ano, ganhamos R$126,83 sem “fazer nada”.

Ok, ok, parece um valor muito baixo, mas vamos recordar e reforçar que aplicamos um valor relativamente baixo, em um prazo muito curto, somente para ilustrar.

Por que isso acontece?

Os juros compostos são assim chamados, porque incidem sobre o capital mais os próprios juros do período imediatamente anterior, ocorrendo sucessivamente até o vencimento da aplicação.

Neste exemplo em particular, o poder dos juros compostos já é visível. Porém, o verdadeiro poder se dá em um horizonte de tempo mais esticado.

Quanto mais longo o período, mais os juros compostos agem sobre os valores, multiplicando-o e gerando valores cada vez maiores ao longo do tempo.

Deve-se também levar em conta o valor inicial aplicado, os juros que incidem sobre esses valores, e caso seja possível, os valores aportados recorrentemente, ou seja, valores “adicionais” reinvestidos na aplicação, além é claro, do ingrediente mais importante como já disse, o fator tempo.

Quando vemos grandes fortunas das pessoas mais ricas, pode-se ter certeza de que o fator principal que levou a esse montante fantástico, se deveu ao poder dos juros compostos, que atuaram de forma consistente e mais visível, nos últimos períodos da aplicação.

Como exemplo desse poder, apresento uma planilha abaixo para apreciar o quanto o fator tempo tem grande relevância nos resultados dos juros compostos:

Valor inicial:

 

 R$                 1.000,00

 

Juros (ao mês)

 

1%

 
    
  

Total

Juros

Ano

1

 R$                 1.126,83

 R$                126,83

Ano

2

 R$                 1.269,73

 R$                269,73

Ano

3

 R$                 1.430,77

 R$                430,77

Ano

4

 R$                 1.612,23

 R$                612,23

Ano

5

 R$                 1.816,70

 R$                816,70

Ano

10

 R$                 3.300,39

 R$             2.300,39

Ano

15

 R$                 5.995,80

 R$             4.995,80

Ano

20

 R$               10.892,55

 R$             9.892,55

Ano

25

 R$               19.788,47

 R$          18.788,47

Ano

30

 R$               35.949,64

 R$          34.949,64

Ano

40

 R$            118.647,73

 R$        117.647,73

Ano

50

 R$            391.583,40

 R$        390.583,40

Ano

60

 R$         1.292.376,71

 R$    1.291.376,71

Ano

70

 R$         4.265.343,16

 R$    4.264.343,16

Reparem que coisa incrível aconteceu aqui: após trinta anos com o dinheiro investido, ele rendeu, só de juros, mais de trinta e quatro mil reais!

Deixando esse investimento intocado por 40 anos, rende mais de cento e dezessete mil reais; por 50 anos, mais de trezentos e noventa mil reais.

Agora, volte a olhar para a planilha acima com atenção.

Veja o que acontece com um horizonte de 60 anos: renda de mais de um milhão e duzentos mil reais!

Mais incrível ainda: por 70 anos, rende mais de 4 milhões de reais! Quatro milhões em70 anos, de um investimento de apenas mil reais.

Ok, ok, antes que torçam o nariz dizendo que juros dessa monta é extremamente difícil – até já discuti isso em outros artigos anteriores – e mantendo por um longuíssimo prazo como esse, é quase um sonho, mas mesmo assim, quero reforçar o quanto os juros compostos são poderosos ao longo do tempo.

Pense só, imagine que você seguiu o conselho do seu gerente de banco – de preferência se ele tiver algumas certificações financeiras – ou de seu planejador financeiro pessoal, e resolveu investir mil reais em uma aplicação qualquer.

Imaginem que tenha esquecido isso e que se passaram 30 anos (e olhe que 30 anos passam muito rápido).

Que grata surpresa ao receber uma ligação do banco avisando que há uma aplicação “esquecida” lá e que agora está com o valor de aproximadamente trinta e cinco mil reais! Ou cem mil reais, ou mais de um milhão!

Quero novamente reforçar, e já me adianto a pedir desculpas pela repetição, mas é importante termos isso em mente se quisermos nos aproveitar do poder extremo dos juros compostos: os exemplos que dei acima se tratam de valores apenas ilustrativos, o que nem sempre podem acontecer na vida real, ainda mais quando a tendência dos juros é de queda.

Mas a verdadeira mágica acontece, quando temos um valor inicial relativamente alto, com juros também altos e, principalmente, quando podemos deixar o valor investido por um logo prazo.

Isso por si só já provoca uma mágica nos valores, principalmente nos períodos mais para o final da aplicação.

Imaginem então se pudermos adicionar algum aporte extra nessa aplicação? Isso pode potencializar em muito os resultados finais, e nos deixar incrivelmente ricos!

E por que é importante conhecermos isso?

Porque, quem conhece o poder dos juros, ganha dinheiro, empresta aos bancos, ao governo ou o usa para produzir. Fica rico.

Quem não conhece, paga, gasta, faz empréstimo ou perde dinheiro e oportunidades. Fica pobre.

Vamos continuar explorando esse mundo fantástico e deslumbrante das finanças nas próximas publicações.

Grande beijo no coração e que tenhamos uma mentalidade positiva e aberta a novos aprendizados e a constante evolução.

Grande abraço fraternal.

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