Como se livrar das Dívidas

Você sabia que há dois tipos de dívidas?

  1. Dívidas ruins (as mais conhecidas e presentes em nossas vidas)
  2. Dívidas boas (sim, elas existem e são até benéficas)

Veja neste novo artigo como diferenciá-las e como fazer para se livrar do primeiro tipo.

Há algumas edições anteriores, publiquei um artigo falando de dívidas, dificuldades, aumento de renda, diminuição de gastos, entre outros.

Releia o artigo aqui (Dívidas, Dificuldades e Outros Bichos).

Foi um texto muito esclarecedor, e motivou muitas pessoas a praticarem o que eu ensinei e se aprofundarem ainda mais na busca de mais conhecimento nessas áreas.

Uma das maiores solicitações por parte dos leitores, foi pedindo para que o Chama Riqueza publicasse um artigo de como se livrar das dívidas.

Antes de entrar nessa questão, quero deixá-los cientes de que existem dois tipos de dívidas:

  • Dívidas que financiam crescimento – dívidas boas
  • Dívidas que nos empobrecem – dívidas ruins

Farei uma brevíssima descrição de ambos os tipos somente para ser didático, sem a intenção de abordá-los com profundidade.

As dívidas boas – sim, elas existem! – são aquelas em que são utilizadas para financiar algum projeto, empresa, ou mesmo como meio de obter recursos temporários para prover crescimento e amadurecimento de um negócio.

Geralmente são usadas para cobrir uma parte dos recursos financeiros que faltam para concluir um projeto, e são captadas junto à instituições financeiras – bancos, corretoras, seguradoras – junto ao mercado financeiro, ou até em instituições privadas.

Já as dívidas ruins, são aquelas nas quais são tomadas com o intuito de cobrir uma falta temporária ou permanente de recursos para financiar gastos correntes.

Geralmente essas dívidas ruins são recorrentes, ou seja, ao final de um período, ela vai se renovando pela incapacidade do agente deficitário – a pessoa ou empresa que não tem recursos suficientes – de cobrir suas despesas e gastos normais.

Esses agentes deficitários representam uma grande porcentagem da população – e muitas empresas também.

São famílias onde os gastos são maiores que a renda, de forma constante, e que, ao final do mês, não sobram recursos para saldar todas as despesas.

Do mesmo modo, pessoas físicas e empresas também se enquadram nessa situação.

Desnecessário dizer que dívidas ruins, são… ruins. Quem se encontra nessa situação não encontra a paz necessária para se viver de forma plena e tranquila, tendo uma vida de preocupações e tormentos, ou seja, vivem correndo “atrás do prejuízo”.

Essa situação afeta a vida pessoal, familiar, conjugal, profissional, emocional e psicológica de grande parte da população.

Sendo assim, o que fazer para sair das dívidas?

Bom, como já dito neste canal, vários artigos tratam sobre assuntos financeiros, desde como ter um bom controle financeiro, outros tratando de como aumentar a renda e diminuir as despesas e outros até mostrando meios de como tratar a questão das dívidas.

Neste artigo aqui em particular, vamos nos aprofundar para termos meios e ferramentas efetivas que nos livrem das dívidas.

Para começar nossa jornada rumo à eliminação de dívidas, preciso insistir em um ponto: controle financeiro.

O controle financeiro – tratado neste artigo – é um dos melhores e mais eficazes meios de nos levar rumo à melhoria de nossas finanças como um todo.

Se você estiver endividado, a primeira coisa que você deve fazer é ter um controle financeiro.

Se já tem, parabéns, será um caminho mais curto – e talvez mais fácil – para sair das dívidas.

Se não tiver, comece imediatamente. Pode sem bem simples, mas tenha um.

Sei que muitas pessoas não gostam de fazer esse controle, pois na realidade, não irei mentir: sim, esse controle dá um pouco de trabalho, e é um tanto “chato” de fazer. Mas isso é só questão de costume e de formar um novo hábito.

Depois que o hábito de fazer e ter um bom controle financeiro se estabeleceu, já não é mais tão difícil e nem chato de se fazer.

E por que o controle financeiro é tão importante assim? Não basta somente saber como se livrar, ou como se evitar as dívidas?

Pode até ser, mas será uma luta injusta, pois sem controle financeiro, você não tem conhecimento da real da situação em que se encontra e o que pode fazer para controlar melhor seus gastos, o que é o principal fator que leva às dívidas.

De posse desse controle, você poderá identificar os gastos que podem estar o levando a se endividar.

Exemplos não faltam: podem ser gastos elevados e geralmente desnecessários com roupas, lazer (restaurantes, pizzarias, cafeterias, shoppings etc), viagens, automóveis, e até com comida/supermercados, remédios e presentes.

Muito se fala do perigo do cartão de crédito.

Na maioria das vezes, ele se apresenta como o maior vilão das dívidas da grande maioria da população.

Isso acontece porque o cartão representa uma “tábua” de salvação para aqueles momentos em que, ao estarmos sem dinheiro, mas mesmo assim poderemos comprar aquela roupa tão bonita, e que além disso está com um belo desconto.

Como já disse em artigos anteriores, o maior responsável pelo nosso modo de relacionamento com o dinheiro, é o fator psicológico e emocional.

Sendo assim, em um momento de “fraqueza” onde não temos o dinheiro e/ou a necessidade de comprar determinado produto, acabamos fraquejando e comprando, usando para isso, na maior parte das vezes, o nosso querido e conhecido cartão de crédito.

Com frequência vemos em vídeos, lemos artigos, reportagens ou em programas de TV, que o cartão de crédito não deve ser usado, como se fosse um monstro terrível que irá nos matar e comer.

Concordo e discordo em partes.

O grande problema, não é o cartão de crédito em si: se trata de uma ótima ferramenta, facilitando enormemente a questão de compras e comodidades, além de oferecer alguns benefícios, como acumulação de pontos que podem ser trocados por milhas aéreas e outros produtos.

O problema está relacionado justamente e novamente com controle.

Se você é uma pessoa com um bom controle emocional em relação às finanças, o cartão é uma ferramenta perfeita, como disse acima.

O problema está com as pessoas descontroladas.

É aí que as dívidas começam a aparecer.

Como disse, para as pessoas controladas, é uma ótima ferramenta: elas fazem compras no cartão, e ao final do período pagam a fatura integralmente, sem parcelar e sem entrar no rotativo.

Já para as pessoas sem controle, elas compram, compram e compram no cartão, e, como geralmente não têm um controle financeiro, acabam gastando mais do que a capacidade de pagamento.

Quando a fatura chega, não possuem os recursos para pagar o valor integralmente e pagam uma parte, refinanciando o saldo restante.

É aí que mora o perigo: os juros desse refinanciamento são altíssimos, chegando até a mais de 430% ao ano, ou uma média de mais de 14% ao mês.

Isso é um absurdo, se tratando de juros abusivos e tornando as dívidas impagáveis.

O que fazer para evitar e para sair das dívidas no cartão de crédito?

Para se evitar entrar em dívidas, o mais correto é obviamente gastar pouco.

Em segundo lugar, pagar a fatura integralmente, sem parcelar e muito menos entrar no rotativo.

Para sair das dívidas, o caminho é mais longo e desafiador.

Em primeiro lugar, deve-se parar temporariamente ou totalmente com os gastos no cartão, pagando em espécie/dinheiro, PIX, ou cartão de débito.

Em segundo lugar, fazer um planejamento para pagar as faturas atrasadas o mais rápido possível, separando para isso, uma parte da renda.

Caso haja mais de um cartão com faturas atrasadas, deve-se priorizar o pagamento daqueles com os juros mais caros.

É sempre bom lembrar que as dívidas em cartão sempre podem ser negociadas com o banco.

Vá ao banco do qual há dívida no cartão, e converse francamente sobre a mesma e que você tem a intenção de saldá-la.

Porém, seja verdadeiro na intenção a na ação, ou seja, renegocie a dívida, os juros e a forma de pagamento, e as cumpra.

Após enfrentar a via crucis pela busca de melhores condições de renegociação de dívidas, é hora de se voltar para dentro de sua mente, aprender com os erros e evitar entrar em dívidas novamente.

Para isso, seja um defensor ardoroso do controle financeiro para ser uma ferramenta para controlar suas finanças não só para evitar e/ou sair de dívidas, mas principalmente para se tornar poupador e entrar no nível de investidor.

Somente assim, é que as pessoas irão viver de forma plena, com abundância de recursos financeiros e ter uma vida próspera.

É isso que eu mais desejo que você alcance.

Grande beijo no coração e que tenhamos uma mentalidade positiva e aberta a novos aprendizados e a constante evolução.

Grande abraço fraternal.

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