Ativos e Passivos

Todos temos ativos e passivos em nossas vidas.

Mas você consegue diferenciá-los e classifica-los corretamente em termos contábeis e financeiros?

Aposto que a maioria de nós não consegue.

Nesse novo artigo, quero lhes mostrar como isso é importante e como afeta nossas vidas.

Ativos são bens e direitos.

Passivos são obrigações, representam os gastos.

Os conceitos acima, são uma maneira hiper-resumida da forma como as Ciências Contábeis classificam Ativos e Passivos.

Alguns exemplos da contabilidade para as duas classificações são:

Ativos:

  • Imóveis
  • Automóveis
  • Máquinas e Equipamentos
  • Contas a receber
  • Estoques
  • Dinheiro em caixa
  • Matéria-prima
  • Aplicações financeiras

 

Passivos:

  • Contas a pagar
  • Empréstimos e financiamentos
  • Fornecedores
  • Impostos
  • Contribuições a pagar

 

Mas vamos parar por aqui, pois este artigo não irá tratar desse assunto na sua forma contábil, e sim do ponto de vista de investimentos.

Para os investimentos, ativos e passivos adquirem uma conotação quase que inversa da forma contábil.

Essa forma de classificar ativos e passivos nos investimentos, se tornou muito visível e popular, após o lançamento do livro de Robert Kiyosaki “Pai Rico Pai Pobre”.

De forma bem simplista, neste livro, o autor afirma que Ativos geram renda e põe dinheiro no seu bolso, e Passivos geram despesas e tiram dinheiro do seu bolso.

A explicação é a seguinte: um ativo é tudo aquilo que gera renda recorrente para você. Então, se um imóvel gera renda na forma de aluguel, ele é considerado um ativo.

Se ao invés disso, esse imóvel não gera renda por meio de aluguéis, então é um passivo.

Por exemplo, você tem uma casa, ou um galpão que gera renda. É um ativo. Você ganha dinheiro com esse imóvel.

Você tem um imóvel (casa, barracão etc) que não gera renda, é um passivo. Pode ser a sua própria casa por exemplo, pois ao invés de lhe gerar renda, lhe gera despesas com manutenção, impostos, taxas, gastos etc.

Da mesma forma, é assim também para um veículo por exemplo.

Se o veículo fizer parte de um negócio que gera renda, ele é um ativo. Se der despesas, é um passivo.

Um veículo como ativo, pode ser até mesmo o seu próprio carro, desde que gere renda e pague as despesas por ele geradas. Um exemplo, seria trabalhar com o seu carro, como transporte por aplicativo, entrega de mercadorias etc.

Um veículo como passivo seria como o carro da família.

Nesse momento, muitas pessoas podem discordar dessas classificações. Em primeiro lugar, porque subvertem a ordem do que aprendemos nas aulas de contabilidade, e os próprios contadores odeiam qualquer coisa que mude as regras estabelecidas.

Porém, não se trata de alterar regras ou gerar confusão. É uma questão de entender o modo como as coisas geram receitas e despesas, e incutir nesse conceito a ideia de como isso impacta nossos investimentos e vidas financeiras.

Não é só questão conceitual. Não precisa decorar nada aliás.

O importante, é entender como as coisas impactam nossas finanças.

Uma vez entendida, fica fácil evitar “armadilhas” do tipo que muitas pessoas cometem quando pensam em adquirir casas, carros, aparelhos diversos, e tantas outras coisas que, à primeira vista, podem parecer contribuir para nossa riqueza, mas que na verdade, vão dilapidando aos poucos, sem ao menos que a gente possa se dar conta.

Aqui vai mais um exemplo: um terreno.

Se ele ficar lá quietinho, paradinho, ele é um passivo, pois você terá que pagar o IPTU e despesas, como a limpeza do mesmo. Se ele estiver dentro de um condomínio então, nem se fala: além do IPTU e da limpeza, ainda terá que pagar a taxa do condomínio mensalmente.

Se por outro lado, o terreno for alugado para alguém, qualquer que seja o propósito (como para guardar produtos, por exemplo), então ele pode até gerar uma pequena renda do aluguel, e por isso ele é um ativo.

Máquinas, equipamentos, caminhões, tratores etc, geralmente são ativos mesmo, tanto na forma contábil, quanto na questão de investimentos, pois geralmente participam do processo produtivo e por isso gerando receitas.

Além dos exemplos de ativos que citei acima, os maiores e melhores ativos são imóveis de aluguel, ações, que geram renda por meio de dividendos e juros, “aluguéis” advindos de fundos imobiliários (FII) e investimentos em Renda Fixa e Renda Variável.

Irei explorar cada um desses instrumentos nas próximas publicações, ver o que são, como funcionam, seus riscos e como nos ajudam em nossa busca pela riqueza.

Voltando ao tema principal…

Contudo, o mais polêmico mesmo, é quando se trata de imóveis e automóveis, ou seja, carros e casas. A grande maioria irá afirmar que os dois são ativos, o que realmente são, pois fazem parte dos bens e direitos que a pessoa tem, “contabilmente” falando.

Porém, quando se trata de investimentos e geração de riqueza, na verdade eles representam um grande passivo: carros geram muita despesa, como manutenção do mesmo, impostos, seguros, combustíveis, desgaste etc.

Casas também geram despesas com manutenção, trocas de utensílios, reformas, pinturas, impostos, seguros e outras mais.

Como disse, esse é um assunto polêmico, mas importante a se tratar quando nos referimos à construção a manutenção da nossa riqueza, pois ao não se compreender esses conceitos, pode-se pôr em risco o alcance do objetivo financeiro a longo prazo.

Portanto, quando entendemos bem como se classificam os ativos e os passivos em nossas finanças, poderemos construir uma vida financeira rica e abundante, de forma mais rápida e relativamente mais fácil.

O não entendimento desses conceitos, podem nos atrasar ou mesmo nos impedir de alcançarmos esse objetivo.

Mas ATENÇÃO:

Não confundir com renda Ativa e renda Passiva, termos que viraram assuntos repetidos em todos os lugares e meios de comunicação, principalmente no mundo digital, com tantos “gurus” de finanças na internet.

Renda Ativa e Renda Passiva, se trata do modo como geramos renda a partir de nossos esforços diretos ou quando é gerado a partir de investimentos e outras formas sem a nossa atuação direta.

De forma bem resumida, renda Ativa é aquela em que a renda é gerada a partir do nosso trabalho recebendo nosso salário, como autônomos, ou até mesmo, inclusive, no mundo digital, quando a renda é gerada a partir de nossa atuação direta nas vendas de produtos digitais.

Renda Passiva por sua vez, é quando o dinheiro trabalha para nós, a partir dos juros de investimentos, recebimentos de dividendos de ações ou “aluguéis” de fundos imobiliários por exemplo.

Inclusive, o sonho de 10 em cada 10 pessoas é ter uma renda Passiva.

Mas esse assunto será o tema de outra publicação.

Grande beijo no coração e que tenhamos uma mentalidade positiva e aberta a novos aprendizados e a constante evolução.

Grande abraço fraternal.

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