O Egito, o Deserto, o Oásis e o Paraíso

Em que fase da vida você está agora?

Se sente aprisionado? Está em um emprego do qual você não gosta? Está em um relacionamento que não te deixa feliz?

Se respondeu sim para alguma dessas perguntas, provavelmente você se encontra no Egito.

Descubra o que isso significa e veja a explicação para os outros termos. Você irá se surpreender o que cada um significa em sua vida.

Quem me acompanha aqui neste blog, está acostumado com temas relacionados à finanças, investimentos e assuntos afins.

Hoje porém, quero tratar de algo muito importante em nossas vidas, que, uma vez conhecida, pode mudar nossas vidas em muitas áreas, mais ainda as relacionadas ao financeiro.

O título do artigo de hoje, é uma metáfora para a vida, em suas diversas fases, situações e processos nos quais nos encontramos.

Para explicar o que cada termo significa vamos explorar um evento histórico que ocorreu há muito tempo atrás, e serve muito bem como uma metáfora para nossas vidas.

Me acompanhem, que eu tenho certeza de que após esse artigo, você irá identificar em que fase de sua vida está e o que fazer para seguir em frente, buscando sempre a evolução.

 

O Egito

Um pouco de história, só para nos encaixar no contexto.

Quando falo Egito, falo no sentido bíblico histórico do povo judeu, que por séculos foram escravos dos faraós.

Inicialmente, os israelitas (judeus descendentes de Jacó) foram para o Egito como convidados de honra, devido a um de seus mais ilustres representante ser José, governador do faraó.

Com o passar do tempo, José já não era mais o governador, e sua influência junto ao povo judeu foi gradativamente se apagando sobre os faraós subsequentes.

Com isso, gradativamente, os judeus foram sendo subjugados e forçados à escravidão.

Não se sabe ao certo o período dessa escravidão. Segundo alguns historiadores, o povo judeu foi escravo por 430 anos e outros sugerem que esse período foi de 210 a 215 anos.

Essa diferença se explica por alguns fatos históricos, segundo o qual, para o primeiro período (430 anos), foi desde a promessa feita a Abraão, até o êxodo dos israelitas do Egito.

Quanto à segunda – 210 a 215 anos – se refere ao período da escravidão em si.

Mas chega de história. Vamos à metáfora e ao seu significado.

Quando, metaforicamente falamos que estamos no Egito, quero dizer que estamos em alguma fase complicada em nossas vidas, onde nos sentimos presos, travados, bloqueados, escravos de uma rotina nada interessante.

Uma vida que não avança, da qual não crescemos, não progredimos, não prosperamos em quase nenhuma área da vida.

Esse período pode durar meses ou anos, algumas vezes décadas, ou o pior cenário de todos, durar toda uma vida.

É um período marcado pela dor, pela angústia, pela sensação de perda, de frustração, de fracasso, de que nossa vida não está valendo a pena.

No fundo, sabemos que não estamos bem, que estamos muito aquém do que poderíamos estar vivendo, mas não conseguimos ter uma visão de um futuro melhor.

Alguns exemplos do período no Egito:

  • A pessoa está trabalhando atualmente em um escritório de ………… (coloque aqui sua atividade), mas está infeliz.

Sente que poderia fazer algo melhor, ter uma vida melhor, mais dinheiro, mais tempo com a família, com os filhos.

Já está nesse emprego há 10 anos, e não vê perspectivas de algo melhor, de crescer, de evoluir, de ganhar mais, de aproveitar melhor a vida.

  • Um pequeno comerciante está há décadas lutando para “ganhar a vida”. Sua vida é tocar o seu negócio e pagar contas.

Não sabe o que é ter férias e raramente passeia ou viaja.

Como um pássaro na gaiola, sente sua vida uma prisão.

  • Um jovem, recém-formado, está sem emprego, afinal a situação não está nada boa para encontrar um. Precisa ajudar em casa e sente-se desanimado, aflito e desesperançado.
  • O autônomo se cansou do que fez a sua vida toda. Trabalhou sempre na sua atividade, e até gostava dela.

Mas por algum motivo, não vê mais perspectivas naquilo que sempre fez.

Sente vontade de mudar, mas não sabe o que fazer, para onde ir, no que começar.

Para todos esses casos, o que há em comum é a dor, o desânimo, a frustração, a angústia, a ansiedade.

Alguns chegam até ao desespero.

Não poderia ser diferente: estão no Egito, escravizados, presos, sem perspectivas, sem visão de um futuro melhor.

Porém, todos sabem que precisam mudar, que precisam melhorar.

Mas como?

Essa situação, como já disse, pode durar meses, anos, ou até a vida toda.

Mas para a maioria dos casos, chega um momento do Chega! do Basta!

Sabemos que há uma vida melhor lá fora. Mas como fazer? O que fazer?

É quando precisamos sair do Egito, pois não suportamos mais essa vida medíocre, parada, travada, sem graça, sem perspectivas.

Ok, entendi: preciso sair do Egito. Mas para onde vou agora?

Agora é hora de ir para o Deserto.

 

O Deserto

Sabemos que o deserto é um lugar árido, praticamente sem vida, seco, muito quente durante o dia, e muito frio à noite.

Se estivermos nesse lugar sem água e comida, morreremos em pouco tempo.

Para a nossa metáfora de vida, o deserto é onde vamos para nos preparar para uma outra vida, para uma vida melhor.

Será um período de muitas dificuldades, de muitos desafios, onde seremos testados o tempo todo, chegando à beira do desespero e da desistência.

Vamos para o deserto para nos lapidarmos, para nos conhecermos, para aprendermos coisas novas, para criarmos novos projetos, para crescermos.

Lá também é um lugar de oração, de meditação, de pensamentos, e mais importante ainda, de gratidão.

Jesus Cristo ia constantemente para o deserto, literal e metaforicamente.

Nós entramos no deserto sozinhos, pois quando isso acontece, geralmente não temos ajuda de ninguém, nem mesmo de nossa família, esposa/marido, filhos, amigos. Ninguém!

Ninguém nos entende. Ninguém nos compreende. Ninguém sabe o que está acontecendo conosco.

Ninguém mudou. Nós é que mudamos!

Como disse, entramos no deserto sozinhos, mas ao longo de nossa trajetória, sempre encontramos alguém que irá nos ajudar a sair de lá.

É no deserto que iremos crescer, buscar conhecimento, aprender algo novo.

Lá iremos nos conhecer melhor, saber o que realmente queremos para nossas vidas e buscar meios para realizar nossos sonhos.

É no deserto também que iremos encontrar auxílio: buscar e encontrar nossos professores, nossos mentores.

E qual é a melhor forma de aproveitar nossa estada no deserto e encontrar um oásis?

Buscando conhecimento, tanto de nós mesmos, quanto das coisas que desejamos e sonhamos em alcançar.

É muito importante sermos humildes, deixar nosso ego para trás e buscarmos aprender com outras pessoas.

O Deserto é o lugar e o período em que teremos que fazer muitas escolhas, algumas delas muito difíceis.

Uma dessas escolhas, é saber com quem continuar a andar: teremos que avaliar se aquele amigo que sempre estava junto à nós já não agrega mais valor à essa nova fase da vida; avaliarmos quem de nossos parentes e familiares nós teremos que abandonar.

Teremos que abdicar de frequentar lugares que só nos levam para baixo; quais lugares e pessoas que não agregam valor à nossas vidas.

É hora de abandonar as festinhas de todo final de semana; abandonar o futebol às terças e quintas; abandonar as bebidas, o cigarro, as drogas; abandonar os jogos e outros vícios.

É hora de parar de assistir televisão ou diminuir drasticamente.

É hora de abandonar o pornô.

É hora de restringir o uso de celulares e de ficar horas e horas nas redes sociais, só “vigiando” a vida dos outros.

É hora de sair da nossa zona de conforto e buscar aprender coisas novas.

Para isso teremos que ler mais, fazer cursos, frequentar palestras, workshops, simpósios, seminários.

Teremos que buscar fazer contatos, conhecer pessoas, adquirir novos hábitos mais produtivos e positivos.

Depois desse período difícil e desafiador, em que entramos sozinhos, mas nunca saímos de mãos vazias, será  quando estamos prontos, renovados, é porque encontramos o Oásis.

 

O Oásis

Ah, o Oásis!!

Que alívio!

“A esperança está de volta, como há muito tempo eu não tive”, você irá pensar, sentir e dizer isso quando chegar aqui.

E o que é o Oásis na nossa metáfora?

É o lugar onde poderemos descansar um pouco, nos refrescarmos nas águas do lago, bem no meio do oásis, sentarmos à sombra das tamareiras e sonhar com dias melhores.

Poderemos até encontrar comida e abrigo e ficarmos lá por um tempo.

Apesar de parecer – e ser – um ótimo lugar, mas o Oásis é um lugar de transição. Não é o nosso objetivo definitivo.

Você entenderá ao final deste trecho.

De novo: o Oásis é um lugar de prazer e sensação de vitória, depois de tanto vagar no deserto, na dor, no sofrimento, na angústia, no medo e na dúvida de que chegaríamos aqui.

Se vamos para o Oásis, é porque começamos a obter algumas realizações, pequenas ou grandes, mas é o começo da mudança.

É difícil chegar até aqui, pois quando estamos no deserto, os sentimentos reinantes são de medo, angústia, desespero, desânimo, desesperança, dúvidas, inseguranças.

Apesar de termos passado pelo deserto, de aprendermos muito, de buscarmos sempre o conhecimento e a evolução, mas as dúvida nos acompanha:

Será que sou mesmo capaz de fazer isso?

Será que o conhecimento que consegui com tanto sacrifício será suficiente para o projeto dos meus sonhos darem certo?

Eu confio em mim? Eu sou capaz?

Apesar disso, vencemos o nosso medo, a nossa insegurança, as nossas dúvidas, e seguimos em frente.

Alguns encontram o caminho do oásis de forma rápida, outros demoram mais, e outros ainda, ficam vagando pelo deserto em círculos, sem nunca encontrar o caminho desse lugar que tanto desejam e precisam.

Infelizmente, para alguns poucos – ou muitos – que não tiveram coragem de seguir, ou não quiseram pagar o preço para buscar conhecimento e sucumbiram nas dúvidas, na preguiça e permaneceram presos na zona de conforto, seguem de volta ao Egito, ou seja, de volta à escravidão de suas antigas vidas, presos à sua rotina sufocante, às reclamações, à uma vida medíocre, indigna e rasa.

Mas voltemos ao Oásis.

Aqui, como disse, é bom demais. Porém, não é o local definitivo em que ficaremos a vida toda.

A qualquer momento, teremos que voltar para o Deserto.

Sim, isso mesmo. Mas calma, não será igual à primeira vez, não será para aquele deserto do sofrimento e do desespero.

Pode acontecer de voltar para o Deserto de duas formas diferentes:

A primeira forma, é voltar novamente para aprender ainda mais, para que você cresça mais ainda, para se lapidar, para buscar mas conhecimento, para ser desafiado a alcançar novos patamares, a chegar a níveis mais altos.

A segunda forma, é muito mais nobre, bonita e gratificante:

É voltar para o Deserto para ajudar outros que entraram a saírem de lá e encontrar o Oásis.

Lembra que eu falei que nós vamos para o deserto sozinhos, mas saímos de lá sempre acompanhados?

Pois é. Saímos do deserto acompanhados das pessoas que nos ajudaram, de nossos professores, de nossos mestres, de nossos mentores.

Sair do Deserto sozinho é praticamente impossível, ou pelo menos, leva muito tempo.

É por isso que, ao longo da nossa caminhada pelo deserto, vamos encontrando as pessoas que irão nos ajudar a sair de lá e nos levar ao Oásis.

E nós podemos ser esses seres iluminados que irão ajudar os que entraram no Deserto.

Por fim, quando já passamos várias vezes pelo Deserto, aprendendo e melhorando, e depois como alguém que ajuda os outros a saírem de lá, estamos prontos para enfim irmos ao verdadeiro objetivo de uma vida perfeita e épica: o Paraíso.

 

O Paraíso

Enfim, aqui é o lugar que tanto almejamos, que tanto buscamos chegar em nossas vidas.

Depois de tanto sofrimento, lutas, dores, choros e ranger de dentes, chegamos ao lugar que é sinônimo de prazer, de felicidade, de completude, de paz e propósito.

Finalmente, o Paraíso, o Éden, lugar de conforto, paz e bem-viver.

Mas não é fácil chegar até aqui.

Alguns nunca chegam, outros chegam pela metade, um “semi-paraíso”.

E o que é o paraíso?

É quando encontramos uma vida de significado, de propósito, de bem-estar, no qual nossa vida parece completa, leve e plena.

E como sabemos que chegamos no Paraíso?

Pelas nossas realizações e pelas pessoas que ajudamos a atravessar o deserto, levando-os ao Oásis e voltando novamente ao deserto para resgatar outros, quantas vezes for possível e necessário.

Aqui é o lugar da paz, do regozijo, da vida plena em todas as áreas.

Aqui estamos de bem consigo mesmo, com os outros, com nossos familiares.

Aqui estamos ricos, milionários, viajando, conhecendo lugares, povos, culturas.

Aqui é onde vivemos experiências enriquecedoras: conhecemos outros países, assistimos à óperas, vamos ao teatro, assistimos à uma orquestra sinfônica, visitamos palácios, castelos, monumentos.

Podemos frequentar restaurantes e pedir qualquer prato que quisermos, sem nos preocuparmos com a coluna da direita do cardápio.

O Paraíso também pode ser uma vida completamente simples, morando em um pequeno sítio, criando e cuidando de pequenos animais, ou estando em qualquer lugar longe das correrias da vida moderna.

O importante é se sentir feliz, pleno, completo e em paz, seja com muito dinheiro na conta, ou com quase nada.

E principalmente, estar em total harmonia com Deus, Cosmos, Universo, Inteligência Infinita, Mente Mestra, Matriz Divina, Alá, ou qualquer que seja a sua religião, crença ou nome que você dê ao Ser Superior que você acredite, ou não.

 

Conclusão:

Estávamos No Egito, escravizados em nossas vidinhas medíocres, trabalhando onde não gostávamos, ganhando pouco, reclamando da vida, infelizes, tristes.

Em algum momento, descobrimos isso, e nossos olhos se abriram.

Porém, não há uma saída fácil. Foi preciso ir para o Deserto.

No Deserto, sofremos, sentimos dores, tivemos medo, insegurança, dúvidas. Chegamos mesmo a pensar em desistir. Mas não podíamos, pois sabíamos que não iríamos suportar voltar àquela vida de escravos.

Mas foi uma etapa necessária, pois aprendemos, nos conhecemos, buscamos a sabedoria, evoluímos, encontramos pessoas e melhorias em nossas vidas que nos levaram ao Oásis.

Voltamos algumas vezes ao Deserto.

Algumas vezes, foi para buscarmos ainda mais conhecimento para expandir nosso nível e nos levar a um novo e melhor patamar.

Outras vezes, foi para ajudar os que lá entraram, prestando nossa solidariedade e os ajudando à saírem da dor e do sofrimento do Deserto e os levando ao Oásis.

E, finalmente, depois de tantos conhecimentos, tantas experiências, tanta luta, sacrifícios, idas e vindas, chegamos ao lugar mais desejado de todos: o Paraíso.

Se trilharmos nossa vida seguindo esses passos, teremos uma grande chance de chegar ao Paraíso e viver uma vida plena.

É o que eu desejo de todo o meu coração a quem se deparar com esse artigo, que escrevi com muito carinho e desejando o melhor que a vida puder lhes oferecer.

Faço um convite a todos: vamos em busca do conhecimento.

É uma das melhores formas que existe para abrir nossos olhos enquanto estamos no Egito, de passarmos pelos desafios do Deserto, e chegarmos a um Oásis, e finalmente encontrarmos o Paraíso.

Grande beijo no coração e que tenhamos uma mentalidade positiva e aberta a novos aprendizados e a constante evolução.

Grande abraço fraternal.

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